terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A longa maratona começa com o primeiro passo

O primeiro passo foi dado. Fizemos o lançamento do livro no Rio, que foi uma delícia. Uma grande festa com amigos e, o mais gostoso de tudo, com muitas crianças. A contadora de histórias Sílvia Castro deu um show de carisma.



Fez uma oficina de varinhas com as crianças que atraiu até os meninos!




Minha filha Carolina aproveitou e autografou alguns livros também. :-) Estava super feliz.



Adorei conversar com os pequenos. Foi muito interessante.


Reencontrar amigos também foi maravilhoso.


Tiramos muitas fotos, mas acho que essas já dão uma idéia do que aconteceu por lá.

O livro nasceu, está a venda em algumas livrarias, e agora começa a me bater aquele comichão de fazer outro projeto... ;-)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Lançamentos (ou o momento de perder todas as unhas de ansiedade)!

Fizemos um lançamento na Bienal de SP do livro "A fadinha Carolina". Foi gostoso mas muito discreto. Agora teremos o lançamento no Rio em alto estilo, com tudo que as crianças curtem: contação de histórias, música e oficina de artes.

O evento será essa quinta-feira 7/10, na livraria Saraiva do Shopping RioSul, às 19h.

Estou ansiosa e feliz. Depois mostro as fotos do lançamento por aqui.

domingo, 22 de agosto de 2010

Revisar, Revisar e... REVISAR!

Acho que a parte mais complicada de qualquer livro é a revisão do texto. Sei que parece meio óbvio, mas acho que é onde a maioria dos autores independentes falham muito. Todo tipo de revisão deve ser feita: análise crítica, forma, adequação ao público alvo e até mesmo revisão ortográfica. Esse foi o ponto que mais me tirou o sono e que fez com que eu ficasse tanto tempo com o projeto na gaveta.

Inicialmente fiz o básico. Revisei o texto dezenas de vezes, dei para todo mundo do círculo mais íntimo ler: marido, pais, sogra, amigos, etc... Cada um contribuía com alguma coisa. Isso me fez perceber que quando escrevemos um texto, após a quinta leitura, o próprio autor não consegue mais ver os erros. A mente completa as frases com palavras que não existem e deixamos de ver erros de digitação básicos. Você consegue entender o sentido de tudo porque imaginou aquelas situações e perde a capacidade de se colocar no lugar de um leitor qualquer.

Mesmo depois de parentes e amigos mais próximos terem ajudado a rever o texto, a primeira revisão mais profissional veio depois dele todo diagramado. Erro básico, não é? Enfim... Lição aprendida. E mesmo essa revisão foi acidental! Quando fiz a primeira impressão do livro ilustrado no lulu.com, minha filha ficou tão excitada com o resultado que resolveu levar, sem o meu conhecimento, para a escola no dia seguinte. Enfiou na mochilinha dela, deu para professora e pediu para ela ler para a turma. Eu teria morrido de vergonha de pedir isso, mas o resultado foi fantástico.

A professora me mandou um bilhete super carinhoso no mesmo dia falando da experiência. Disse que a Carol estava feliz e orgulhosa com o livro, que tinha gostado muito da história, e se ofereceu para fazer uma revisão no texto. Achei simplesmente o máximo da parte dela. Foi uma revisão crítica extremamente valiosa, que serviu para adequar o texto a idade das crianças. Ela marcou pedaços onde eu deveria escrever de forma mais direta, sugeriu encurtar alguns parágrafos, corrigiu erros de digitação que eu ainda não tinha visto, etc... Foi maravilhoso. Depois dessa revisão, obviamente, tive que imprimir uma nova versão.

Nessa segunda versão, já me sentindo mais segura do resultado final, levei o livro para uma amiga do trabalho, redatora do site em que eu trabalhava na época, e também apaixonada por literatura infantil. E qual não foi a minha surpresa quando ela fez ainda mais algumas correções. Outros detalhes que fizeram com que ele ficasse ainda mais fácil de ler. Mais trabalho para o Rubens da Ilustranet, que fez a diagramação do livro. Paciência é tudo no trabalho dele!

Então, depois de duas revisoras profissionais e um monte de gente lendo e relendo o livro, finalmente ele estava pronto, certo? Errado. Um pequeno detalhe surgiu no meio do caminho. O novo acordo ortográfico! Mas esse acerto a editora Singular fez pra mim. A primeira versão do livro que imprimi esse ano saiu sem essa revisão da nova ortografia. As novas impressões, a partir desse mês, sairão 100%. :-)

Sempre que encontro algum erro no texto de um livro publicado fico extremamente chateada. Infelizmente não é tão incomum assim, inclusive por editoras grandes. Livros traduzidos para o português, principalmente os técnicos, parecem ser campeões nesse quesito. Mas em livros infantis eles me incomodam muito mais.

Já prometi ao ilustrador que o próximo livro será bem mais fácil. Menos ansiedade da minha parte vai ajudar a seguir os passos na ordem correta. Escrevendo e aprendendo!

domingo, 15 de agosto de 2010

Como nasceu uma fadinha.

Quando pensei em escrever um livro infantil tudo o que eu queria era estimular a minha filha a ler. Ela já era uma contadora de histórias nata, sempre amou manusear livros desde muito pequenininha, e eu simplesmente adorava ficar ouvindo ela brincar. Cada história mais maluca e deliciosa que a outra. Propus a ela escrevermos um livro. Ela não entendeu direito a proposta (tinha mais ou menos 4 anos na época) e recusou sem nenhuma cerimônia, como só as crianças conseguem fazer. Bolei então o "complete a minha história". Eu inventava histórias e ela "resolvia" as situações. Foi uma brincadeira divertida e tenho vários contos escritos assim. A idéia inicial era fazer um livro com várias histórias curtinhas, de uma página. Inclusive fazendo essa brincadeira na escola dela com os outros amigos da turma.

Obviamente, mesmo antes de escrever o número necessário de contos para fazer um livro, parti para o mais gostoso. Ilustrar as histórias. Fui no google, e achei uma empresa chamada Ilustranet. O dono, chamado Rubens Lima, foi super atencioso e profissional com o meu projeto, que além de não contar com uma verba grande, estava sendo tocado por uma amadora. Ele topou ilustrar conto por conto, conforme eu ia enviando a ele. Mandava um conto por mês! :-) Não desisti desse projeto ainda.

Ilustrações dos contos "A Grande Passagem debaixo da Cama" e "O Resgate do Príncipe Sapo"

Mas teve uma história que fugiu desse formato. E achei que merecia um livro inteiro. Era "A Fadinha Carolina". Quem acompanhou conheceu algumas versões dele. Foram muitas! Eu não sabia nada sobre como seria o processo de escrever um livro, mas sabia que queria agradar a minha filha e estimulá-la a ler. E projeto envolvendo o filho da gente, não pode dar errado. Tem que acontecer. Eu prometi que seria um livro, e iria até o final!

Fiz tudo errado! Determinamos o número de ilustrações, mas ignorei por completo uma coisa chamada diagramação. Eu mandei o texto cheio de marcações de como queria todas as ilustrações do livro. Depois fiquei sabendo que ilustradores detestam isso. Mas se não gostaram, jamais fizeram qualquer comentário mal humorado. De vez em quando vinha um toque - "você não acha que seria melhor se..." e geralmente eu amava a idéia. Claro! Quanta arrogância da minha parte dizer para artistas como fazer o trabalho. A meu favor, apenas a ignorância completa conhecida por eles desde o início.

Com um bando de ilustrações na mão, eu parti para a minha primeira versão do livro. Lamentável... Quem acha que um livro infantil se faz com um monte de desenhos e com um texto editado bacaninha no word está redondamente enganado. Como prova disso, abaixo a minha primeira e segunda versões da capa! Não vou nem me dar o trabalho de mostrar o miolo...
Ou seja, eu tinha gasto uma grana para ilustrar um livro e no final ele estava com a maior cara amadora. Mas foi o Rubens quem sugeriu trabalhar mais, fazendo uma diagramação profissional. Fiquei na dúvida no início se deveria ou não fazer, eu já tinha gasto muito dinheiro nele. Mas quando eu vi o que ele fez com o livro, confesso que fiquei até envergonhada de algum dia ter considerado a hipótese de fazer um livro sem esse trabalho. Abaixo duas primeiras versões que ele me mandou, só para dar uma idéia do que poderia ser o meu livro.

Foi o melhor investimento. Fez toda diferença. Só esqueci de um detalhe. Deveria ter contratado uma revisora para o texto ANTES dele ter trabalhado o livro...

Mas isso vai ficar para um outro post!


Livro "A Fadinha Carolina", à venda nas livrarias Saraiva, Siciliano, Lojasingular.com.br, e em outras muito em breve!






quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ratatouille e a Saga do "Autor Independente"

Ratatouille é um desenho que eu amo, nem tanto pelos gráficos que eu acho lindos, mas pela mensagem bacana que tem. A história do ratinho que deseja ser um chef de cozinha tem algo de inspirador. E se sentir como um ratinho sonhador em diversos momentos da vida da gente é inevitável.

Quando escrevi "A Fadinha Carolina" eu era a própria Remy! :-) Não que eu ache que seja uma grande escritora, não é isso. Mas sou certamente uma grande sonhadora! Infelizmente com um certo excesso de auto-crítica, que fez com que o projeto ficasse na minha gaveta por anos.

"Publicar um livro é muito difícil". Esse é o mantra que todos repetem por aí. E tem vários outros: "Você só consegue que alguém leia seu original se tiver alguém conhecido nas editoras"; "Autor independente é autor ruim que todas as editoras recusaram"; "Impossível colocar o seu livro de forma independente nas prateleiras das livrarias"; e outros obstáculos enormes e aparentemente intransponíveis que fazem com que você congele qualquer plano mesmo antes de dar o primeiro passo.

Mas quem gosta de escrever, simplesmente escreve! E um dia você acorda inspirado, resolve colocar a timidez de lado, abre a gaveta e, "Voilà"! Um livro. Fez com o coração. Esqueceu por um tempo todos os obstáculos e simplesmente fez o que te dá prazer. Mostra para os amigos e parentes, manda imprimir algumas cópias para dar de presente, guarda para mostrar aos netos quando nascerem. Daqui a 30 anos ninguém vai saber se você era "independente" ou não, não é mesmo? Você diz que saiu do catálogo e pronto. "Livro não dá dinheiro no Brasil mesmo" - você resgata outro mantra para se justificar. Se diverte por um tempo com tudo isso, mas está sozinho com o seu sonho.

Foi como me senti quando publiquei o meu livro pela primeira vez no lulu.com. Não que o site seja ruim, muito pelo contrário. Eles tem esquemas de divulgação bacanas para o mercado americano, colocam o seu livro para vender na Amazon e outros sites, o software é super fácil de usar e a qualidade de impressão é bem razoável. Mas para quem mora no Brasil o valor do frete e tempo para receber os livros desanimam qualquer vontade de divulgar o trabalho.

Quando fiquei sabendo que o grupo Ediouro tinha criado a empresa Singular Digital para ser um "Lulu Brasileiro", me animei de novo. Sei que é puro preconceito meu, mas sempre achei esse batalhão de "especialistas" em self-publishing uns tremendos charlatões. Gente se aproveitando do desejo das pessoas para fazer dinheiro fácil, mas sem nenhuma tradição no mercado editorial. Mas resolvi recomeçar. Entrei em contato e, apesar deles não oferecerem no site o formato adequado para o meu livro (infantil, quadradinho), eles toparam abrir a exceção. Gostei. Sem frescura!

Daí em diante confesso que me sinto como uma adolescente de novo. Tenho falado com gente tão bacana, tão animada com tudo na editora, que às vezes confesso até que esqueço que ainda sou "independente" (argh!). Pode ser por causa do clima de lançamento na bienal ou pode ser simplesmente uma lábia muito boa com os clientes. Mas o fato é que eu passei a sentir que o meu livro deixou de ser um projeto só meu. Ele agora pertence a um grupo. É independente, mas não sozinho.

Eu espero realmente que o mercado em geral perca o preconceito e, assim como Anton Ego, o crítico antipático de Ratatouille, entenda que também para o mundo dos livros "nem todo mundo pode se tornar um grande artista, mas um grande artista pode vir de qualquer lugar".


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Inaugurando

O primeiro post de um blog é sempre o mais difícil. Mas tinha que ser hoje ou eu ia ficar muito chateada comigo mesma.

Amanhã começa a Bienal do Livro de SP, onde o meu primeiro livro publicado, o infantil "A fadinha Carolina" será lançado. Estou muito feliz por ter tirado o livro da gaveta, por ele estar se saindo tão bem e por me fazer sonhar mais. É bom realizar sonhos.

Aqui eu quero falar sobre tudo o que me der vontade. Sobre os projetos que ainda estou planejando, sobre os que já realizei e sobre os que ainda nem tenho idéia de que vou querer fazer.

A algum tempo eu li um post muito bacana da jornalista Eliane Brum (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI155806-15230,00.html) onde o título era "Desconhece-te a ti mesmo". Não vou falar sobre o texto dela agora porque ele é tão incrível e inspirador que qualquer coisa que eu tente escrever aqui vai parecer pequeno e puro plágio. Mas quem acompanhar esse espaço vai entender o que significa desconhecer a Renata.

Estou me permitindo experimentar coisas novas. Para os que já me conhecem a muito tempo, por favor, não fiquem chocados. Para os novos - Welcome!