domingo, 15 de agosto de 2010

Como nasceu uma fadinha.

Quando pensei em escrever um livro infantil tudo o que eu queria era estimular a minha filha a ler. Ela já era uma contadora de histórias nata, sempre amou manusear livros desde muito pequenininha, e eu simplesmente adorava ficar ouvindo ela brincar. Cada história mais maluca e deliciosa que a outra. Propus a ela escrevermos um livro. Ela não entendeu direito a proposta (tinha mais ou menos 4 anos na época) e recusou sem nenhuma cerimônia, como só as crianças conseguem fazer. Bolei então o "complete a minha história". Eu inventava histórias e ela "resolvia" as situações. Foi uma brincadeira divertida e tenho vários contos escritos assim. A idéia inicial era fazer um livro com várias histórias curtinhas, de uma página. Inclusive fazendo essa brincadeira na escola dela com os outros amigos da turma.

Obviamente, mesmo antes de escrever o número necessário de contos para fazer um livro, parti para o mais gostoso. Ilustrar as histórias. Fui no google, e achei uma empresa chamada Ilustranet. O dono, chamado Rubens Lima, foi super atencioso e profissional com o meu projeto, que além de não contar com uma verba grande, estava sendo tocado por uma amadora. Ele topou ilustrar conto por conto, conforme eu ia enviando a ele. Mandava um conto por mês! :-) Não desisti desse projeto ainda.

Ilustrações dos contos "A Grande Passagem debaixo da Cama" e "O Resgate do Príncipe Sapo"

Mas teve uma história que fugiu desse formato. E achei que merecia um livro inteiro. Era "A Fadinha Carolina". Quem acompanhou conheceu algumas versões dele. Foram muitas! Eu não sabia nada sobre como seria o processo de escrever um livro, mas sabia que queria agradar a minha filha e estimulá-la a ler. E projeto envolvendo o filho da gente, não pode dar errado. Tem que acontecer. Eu prometi que seria um livro, e iria até o final!

Fiz tudo errado! Determinamos o número de ilustrações, mas ignorei por completo uma coisa chamada diagramação. Eu mandei o texto cheio de marcações de como queria todas as ilustrações do livro. Depois fiquei sabendo que ilustradores detestam isso. Mas se não gostaram, jamais fizeram qualquer comentário mal humorado. De vez em quando vinha um toque - "você não acha que seria melhor se..." e geralmente eu amava a idéia. Claro! Quanta arrogância da minha parte dizer para artistas como fazer o trabalho. A meu favor, apenas a ignorância completa conhecida por eles desde o início.

Com um bando de ilustrações na mão, eu parti para a minha primeira versão do livro. Lamentável... Quem acha que um livro infantil se faz com um monte de desenhos e com um texto editado bacaninha no word está redondamente enganado. Como prova disso, abaixo a minha primeira e segunda versões da capa! Não vou nem me dar o trabalho de mostrar o miolo...
Ou seja, eu tinha gasto uma grana para ilustrar um livro e no final ele estava com a maior cara amadora. Mas foi o Rubens quem sugeriu trabalhar mais, fazendo uma diagramação profissional. Fiquei na dúvida no início se deveria ou não fazer, eu já tinha gasto muito dinheiro nele. Mas quando eu vi o que ele fez com o livro, confesso que fiquei até envergonhada de algum dia ter considerado a hipótese de fazer um livro sem esse trabalho. Abaixo duas primeiras versões que ele me mandou, só para dar uma idéia do que poderia ser o meu livro.

Foi o melhor investimento. Fez toda diferença. Só esqueci de um detalhe. Deveria ter contratado uma revisora para o texto ANTES dele ter trabalhado o livro...

Mas isso vai ficar para um outro post!


Livro "A Fadinha Carolina", à venda nas livrarias Saraiva, Siciliano, Lojasingular.com.br, e em outras muito em breve!






2 comentários:

  1. Adorei os detalhes do projeto e confesso que fiquei curiosa para conhecer esses contos da Fadinha que você ainda esconde... rs

    ResponderExcluir
  2. Oi Silvia,
    Então eu vou mandar para você revisar!!! :-) Amiga abusada, né?
    BJKS

    ResponderExcluir